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Caravana da Pesca

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02/01/2012
por Odeir R. de Souza   
Magnífica Ilha das Palmas: Quebrando todos os recordes com as grandes pescadas-amarelas Imprimir E-mail

Pescaria Ilha das Palmas-PR

Os amigos Airton Pinto, Marcelo Imano e Marcos Kozlwski marcaram comigo uma pescaria na ilha das Palmas, litoral paranaense, num domingo, que era o quinto dia da lua quarto crescente, ou seja, dia em que a maré tem pouca força e suja menos a água do mar. Às 6h30 da manhã do dia da pescaria, o pessoal já estava na Marina Oceania, em Paranaguá, me aguardando ansioso pela pescaria. Quando comecei a guardar os equipamentos de pesca do pessoal na lancha fiquei impressionado, pois era material de pesca extra-pesado. Logo comentei: "Pelo jeito vocês estão querendo peixes grandes?" O grupo logo respondeu: "Queremos enfrentar as pescadas-amarelas gigantes que você tem pego ultimamente."

Saímos às 7 h da marina, a bordo de uma confortável lancha Fishing 19', com motor de 130hp e pegamos o camarão vivo no caminho até chegar à belíssima ilha das Palmas. Como a maré estava no começo da enchente, fomos até um parcel,  próximo da ilha das Peças, pescar sargos. Os peixes não estavam muito ativos e, de vez enquanto, batiam saguás, cocorocas, micholes e sargos-de-beiço mediano. Quando a maré chegou ao auge de força e começou a diminuir, o pessoal sugeriu para irmos no pesqueiro das pescadas gigantes. Comentei que ainda não estava no horário, mas como só estava aparecendo peixes pequenos  que decidimos ir assim mesmo.
No deslocamento para o parcel das pescadas gigantes, deixei de sobreaviso a turma, informando que no pesqueiro é muito difícil de bater peixe pequeno e a atenção tem que ser redobrada, ou seja, é tudo ou nada. Ou pega peixe grande ou não bate nada. Posicionamos a lancha numa vala com 12 m de profundidade, entre duas pedras altas. Selecionamos os maiores camarões e mandamos para o fundo na esperança de um peixe grande.  Enquanto a maré foi diminuindo, passaram-se 45 minutos sem uma ação sequer. O Airton começou a pegar no cochilo, perante o marasmo, e colocou sua vara no suporte do barco; minutos depois a monotonia foi "quebrada" com um barulho de um peixe grande arrastando seu equipamento com suporte e tudo para dentro da água, rapidamente me debrucei na borda do barco e segurei a vara já com a ponta no mar, porém o peixe "correu" entre as pedras e cortou a linha. O pessoal ficou apavorado tamanha a força da pescadona-amarela.
Enquanto o pessoal lamentava a grande perda, imediatamente avisei: "Esta na hora da pescada gigante, se preparem, pois o peixe grande anda sempre em grupos pequenos e médios". Uns dez minutos depois, o segundo peixão bateu na minha linha tomando muita linha da carretilha e imediatamente todos os outros pescadores retiraram as linhas da água para evitar um temível enrosco entre linhas. Entre muitas tomadas de linha, fui dominando o peixão até diminuir o risco de a linha partir no parcel. Quando já estava em segurança, passei a vara para o Airton terminar  a  "batalha",  e demorou mais uns 8 minutos até aparecer na borda da lanha uma enorme pescada-amarela com 20 kg.
Antes das merecidas fotos, solicitei para todos armarem as varas novamente a fim de aproveitar os preciosos minutos de maré parada. Incrivelmente, assim que a minha isca chegou ao fundo, outro peixão bateu com tudo, parecia que o bruto estava de boca aberta esperando a isca. Com muito cuidado e habilidade consegui safar o peixe das pedras, passando a vara para o Marcelo. Fui orientando o pescador sobre a melhor forma de dominar o "animal", sem dar ponta de vara e não deixar o bicho nadar para baixo do barco. Com cerca de 5 minutos de boas tomadas de linha, conseguimos embarcar uma bela pescada-amarela com mais de 15 kg. A equipe comemorou as ótimas capturas com muitas  fotos.
Quando a maré virou de vazante, reposicionei a lancha novamente no parcel. Após 5 minutos, um forte peixe bateu na minha linha fazendo a fricção da carretilha cantar. Consegui levantá-lo uns 7 m do fundo e passei a vara para o Marcos terminar de dominar o peixão. O experiente pescador demonstrou muita calma e habilidade para cansar a forte pescada-amarela, que pesou próximo de 10 kg. Enquanto fazíamos fotos com o troféu, um outro peixe bateu na minha vara, mas conseguiu escapar.
Teve um momento em que estávamos conversando, quando vi a vara do Marcos envergar no último. Imediatamente avisei o pescador que ainda conseguiu segurar a corrida do peixe. Enquanto segurava o passaguá, esperando o peixe aparecer na superfície, o pessoal me avisou que a minha vara também estava com peixe. Rapidamente, joguei o passaguá de lado e corri para pegar o equipamento. Fizemos um dublê de grandes pescadas-amarelas entre 7 a 9 kg.
Já era final da tarde e a maré começava a pegar força, quando avisei, brincando, para o pessoal que iria pegar o último peixe para irmos embora. E não é que a brincadeira virou realidade e entrou mais um peixe na minha vara! Pela segunda vez, passei o equipamento para o Marcelo terminar de dominar o belo peixe. Quando recolhemos a âncora, o pessoal me disse que a pescaria tinha sido a melhor da vida deles. Ela também foi a melhor pescaria de peixes grandes da Ação e Emoção, pois calculamos cerca de 70 kg de grandes pescadas.    
Ilha das Palmas
A Ilha das Palmas, localizada entre a praia da Fortaleza da Ilha do Mel (Brasília) e a Ilha das Peças, possui duas ilhas desabitadas e muitos parcéis, cascalhos, cabeços de pedras, ilhotas de rocha e dois naufrágios. A região é muito conhecida por abrigar grandes meros, garoupas, badejos, robalos, sernambiquaras, corvinas, miraguaias, pampos, entre outros. Mas os peixes esportivos mais comuns são as pescadas e sargos, principalmente na Primavera e no Verão.
Serviço: Ação e Emoção Pescaria. Fone: (41) 9152-2943 e 9911-9259 - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .  
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Por  Odeir R. de Souza

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