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Caravana da Pesca

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26/12/2011
por Leandro Perroni   
Pescaria de sucesso na estreia de nova lancha Imprimir E-mail

Prejereba pescaria estreia lancha

Guilherme de Freitas, comandante da Netuno Pesca Esportiva, num domingo de tempo nublado e instável, mas com mar bom e sem vento, convidou os amigos Edson Matosso, Claudemir, Emerzindo, Wlademir, irmãos Miranda, e este que vos escreve, para estrear sua nova embarcação - uma lancha UB 24' com motor de 200hp. A pescaria seria em alto mar de Cananeia (SP), porém devido a um problema no marcador de combustível, decidimos pescar na ilha da Figueira e proximidades.
Na Figueira, preparou-se três varas para corrico, uma com isca de meia água média, outra de fundo e o Emerzindo, como bom japonês que é, inovou e colocou um jig verde com prata. Na segunda volta pela ilha veio a surpresa e a primeira sororoca atacou o jig, mas conseguiu escapar próximo da embarcação. Com a lancha em curso, novamente a vara do japonês envergou e outra sororoca apareceu com o jig na boca.  Com o sucesso da inusitada isca, todas as iscas artificiais foram trocadas por jig's e nós,  eu e o Edson,  também fomos agraciados com belos peixes. Como no corrico não não há espaço para todos os pescadores, a equipe optou por pescar de rodada com iscas naturais.

Seguimos para o Mangue Seco, entre a ilha da Figueira e a ilha de Superagui, que é um local onde os barcos profissionais trabalham com redes de arrasto, em busca de camarões;  lá aparecem muitos peixes para se alimentar da "comida" proveniente da limpeza das redes. Deixamos o barco à deriva com linhas boiadas e de meia água em busca de cações, prejerebas, salteiras e cavalas. Sabendo que o fundo era arenoso, preparei também uma vara de ação média com dois anzóis de pernadas longas, e chumbada pesada, para a isca arrastar no fundo em busca das corvinas.
Não demorou muito e minha vara envergou, pela primeira vez, com uma corrida que só uma corvina dá e depois de trabalhar sem dificuldade, apareceu a primeira com uns 2 kg. Logo em seguida, a vara com boia do japonês envergou também, corre pra cá, corre pra lá: - Que peixe é? Chegando perto, apareceu uma bela prejereba, que aparentava ter mais de 6 kg. Recolhemos então as linhas da popa do barco, porém o peixe enveredou para a proa, onde as linhas ainda estavam na água, fazendo um grande enrosco e acabando por arrebentar a linha. A tristeza foi geral na lancha.
Depois disso, começou mais uma corrida de corvina e outra embarcada. As corvinas estavam bem ativas com peças entre 2 a 4 kg. As grandes cabeceavam forte e chegavam a tomar linha. Para nossa felicidade, novamente a boia do Ermezindo afundou e uma nova prejereba estava na linha, mas desta vez, após muita perícia, o peixe foi embarcado. Enquanto eu tirava fotos do belo peixe escuro, a minha vara esticou a linha e envergou, era a quarta corvina, mais forte ainda, tomou mais linha e depois de estar em segurança no chão da lancha, os colegas nem deixaram tirar foto, pois já era demais. E assim seguiu-se o resto da tarde, entre cações, espadas, pescadas, prejerebas e corvinas.
No geral, um dia dado como perdido por não irmos até o destino original, se transformou num ótimo dia de pescaria, com belos exemplares, muita emoção e adrenalina com as fortes corridas das corvinas, sempre com a equipe muito tranquila com a qualidade da embarcação e a habilidade do comandante.
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Por Leandro Perroni, pescador esportivo e leitor do Jornal Pesca Dinâmica.

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