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Caravana da Pesca

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22/11/2011
por Odeir de Souza.   
Pescaria na Bahia: A realização de grande sonho no mar dos peixes esportivos Imprimir E-mail

Pescaria oceanica na Bahia

Há cerca de um ano comecei a planejar uma viagem de passeio com a minha esposa, mas queria um local bonito, turístico e, principalmente, bom de peixe. Entre muitos locais analisados, decidimos pela Bahia que é um estado de natureza exuberante com muitas praias paradisíacas, pontos históricos e turísticos, sem falar que é considerada uma das melhores regiões para a pesca oceânica dos grandes peixes esportivos marinhos do Brasil e do mundo. Seu mar possui muitos bancos de corais, parcéis e lajes profundas próximas da costa, além de ter pouca influência da pesca profissional e do temível vento sul, que deixa o mar agitado com grandes ondas e água fria, ou seja, péssimas condições para a pesca. Por estes motivos, o estado tem recebido pescadores esportivos de todo país e do estrangeiro.

Na segunda-feira do dia 7 de novembro, às 6h30, seguimos da capital paranaense até o Aeroporto Internacional de Curitiba e depois de aproximadamente 2h30min de vôo pousamos no Aeroporto Internacional de Salvador e o nosso anfitrião e amigo Carlos Alberto Peixer já nos aguardava na saída do aeroporto para seguirmos até a sua bela residência na praia de Itacimirim, cidade de Camaçari. O clima estava ameno e com uma chuva fina e insistente, ocasionada por uma frente fria, também chamada de friagem pelos baianos, situação muito rara para o mês de novembro na Bahia.

Depois de um delicioso almoço, o Carlos Peixer e este que vos escreve foram preparar os materiais de pesca para a nossa aventura no mar baiano, que estava programada para quarta-feira, pois no outro dia na meteorologia ainda estava marcando muita chuva. No dia seguinte, fomos visitar a badalada praia do Forte com suas dezenas de lojas de artesanatos, roupas, alimentos, hotéis, resorts, restaurantes e os importantíssimos Projeto Tamar e Instituto Baleia Jubarte.  No Projeto Tamar, obtivemos muitas informações sobre tartarugas marinhas, além de apreciar em grandes aquários tubarões-lixa, raias, meros, robalos, xaréus e outros peixes.

No dia da pescaria, quase não dormi de tanta ansiedade e às 5h30 já estava de pé para tomar rapidamente um café da manhã e seguir com o amigo Peixer até o local em que estava ancorada a embarcação, uma praia mansa protegida por arrecifes. Fomos de barco a remo até a embarcação, uma catamarã 24' equipada com dois motores 115hp e modernos aparelhos de comunicação e navegação. Nos acompanharam na pescaria mais quatro amigos: Everaldo Borba, Emerson Correia, José Luiz e o marinheiro Edmundo de Carvalho.

Com cerca de 20 minutos de navegação segura e suave, paramos o barco num local com 40 metros de profundidade e iniciamos o corrico com iscas artificiais em formatos de lula e plugs de barbela longa. Em menos de 10 minutos, o alarme da minha carretilha dispara e inicio a batalha com um peixe forte, que em suas rápidas corridas chega a tomar linha de uma grande carretilha. Depois de aproximadamente 5 minutos briga encosta do lado da lancha uma grande sororoca com cerca de 6 kg. Foi um espetáculo!

Continuamos corricando em direção a atratores instalados pelo Projeto Tamar e novamente um grande peixe pega minha isca, disparando o alarme da carretilha com sua longa corrida. No que começo a "trabalhar" o equipamento, o José Luiz também avisa que esta com peixe na linha. O meu peixe briga forte e não se entrega até que aperto ao máximo o freio da carretilha e começo a dominá-lo até que em uma nova arrancada a isca se solta para decepção geral da embarcação. Quando retiro a isca da água, vejo que a garateia 5X estava um pouco aberta, ocasionada pela força do peixe. O José Luiz domina facilmente o seu peixe até que aparece na superfície um atum com marcas de dentes próximo da cauda, provavelmente feito por uma barracuda.

Numa segunda corricada entre os atratores, a minha isca e ao lula artificial do Emerson Correia são atacadas simultaneamente os peixes que nadam rapidamente para o fundo, não deixando dúvidas que se tratava de belos atuns. Minutos depois, a isca do José também é atacada, porém o peixe dele nada forte e rapidamente na meia água. Com muita calma e habilidade, rapidamente aparece na popa do barco uma bela sororoca.

No pesqueiro chamado corredor das albacoras, o Everaldo Borba pegou o seu primeiro atum da pescaria, que valorizou muito até ser embarcado. Neste local, ainda saíram mais 4 atuns e uma pequena sororoca até finalizarmos a pescaria de corrico. Próximo do meio dia, o comandante Carlos Peixes limpou um atum de uns 3 kg e preparou um delicioso sashimi para os pescadores.

À tarde, preparamos os jigs e jumping jigs e fomos nos pesqueiros atrás dos grandes predadores. Num parcel com profundidade variando entre 50 a 70 metros encontramos um grande cardume de peixes na meia água. Comecei a jigar com uma carretilha elétrica de forma inadequada até que o Carlos Peixer foi me ensinar a "trabalhar" a isca de forma rápida, alterando puxadas curtas e longas, pois não é que o peixe bateu no meio das instruções. Rapidamente, o "professor" passou a vara para mim e iniciei a batalha com um peixe muito forte, mas aos poucos fui cansando o bruto até aparecer um grande xaréu-olhudo, conhecido na região como cabeçudo. O belo exemplar passou dos 8 kg. Em outras passadas pelo cardume chegamos a fazer duplê de cabeçudos.

O experiente Carlos Peixer comentou que a maior parte do cardume era de guarajubas e que elas iriam atacar melhor mais tarde. Fomos a locais mais fundos em busca do esportivo olho-de-boi, mas não encontramos nenhum peixe.

Quando encontramos novamente o grande cardume, começou a aparecer as cobiçadas guarajubas. Ente uma e outra guarajuba entrava os fortes cabeçudos. Teve um momento em que o jig do José foi atacado por um grande peixe que brigou muito forte no fundo até aos subir e aparecer na linda água azul baiana um belo olho-de-boi-fumeiro com cerca de 10 kg. No final da pescaria, o marinheiro Edmundo fisgou uma grande guarajuba que levou mais de 50 metros de linha até se entregar.

No geral, a pescaria foi maravilhosa tanto pela companhia, embarcação, ambiente e piscosidade da região. Realmente, a Bahia é o paraíso dos peixes esportivos.

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Serviço: Peixe Pescador. Contato: (71) 9302-2223 (Tim), (71) 3626-1597, www.peixepescador.com.br. Praia Itacimirim - Camaçari - BA

Por Odeir de Souza.

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