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Uma palavra ecoa pelos corredores do I Encontro Nacional da Pesca: Xexéo. Antes que os mais entusiasmados corram até seus molinetes achando que se trata de uma espécie desconhecida de peixe, cabe um esclarecimento. Xexéo é o apelido de Carlos Alexandre Gomes de Alencar, coordenador do encontro. Com jeito tranqüilo atende a pedidos, apelos, tentativas de puxar assunto. Entre eles, essa entrevista:
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CARAVANA DA PESCA: O que levou o Ministério da Pesca a assumir o controle do setor de pesca amadora em 2009?
 CARLOS ALEXANDRE: É uma atribuição da lei. A criação do ministério aconteceu em 2009 e junto com ela a lei que institui a polÃtica nacional de desenvolvimento sustentável da pesca e aqüicultura. Essa lei coloca o Ministério como coordenador de todos os setores da pesca, inclusive a pesca amadora.
 CP: Quais os principais desafios encontrados no setor?
 CA: Nós identificamos uma série de questões. A primeira delas é a organização do setor. A gente consegue ver que o setor tem um nÃvel de consistência muito bom, mas não é organizado. As representações precisam ser fortalecidas pra que se possa ter maior validade nesse processo de construção das polÃticas públicas. Há também a questão da harmonização da legislação, federal, estadual e municipal. Das atividades que são exercidas no mesmo lugar, como a pesca profissional e a pesca amadora. A formação profissional é também um ponto importante, hoje a gente identifica claramente que o setor carece de uma formação profissional, principalmente no que diz respeito aos guias de pesca e aos condutores de embarcações. São os desafios que a gente vai trabalhar daqui pra frente.
 CP: O senhor poderia falar um pouco sobre a construção do texto base daqui do Encontro Nacional da Pesca Amadora?
 CA: O texto base constitui para nós um documento orientador das polÃticas públicas do Ministério da Pesca e Aqüicultura. Esse processo do encontro nacional começou em maio com a discussão desse texto. Em julho, quando ele foi disponibilizado pro setor que fez diversas inclusões, o texto já passou a ter a cara dos desejos e vontades do setor da pesca amadora. Aqui, no encontro nacional, culmina esse processo, pra gerar um documento que vai orientar e subsidiar a construção da nossa polÃtica pública e da nova versão do Programa Nacional de Desenvolvimento da Pesca Amadora.
 CP: Alguns temas provocaram certa polêmica nos grupos de discussão. A questão do ordenamento por exemplo...Â
 CA: Faz parte do processo de discussão. O ordenamento é um ponto complexo, por isso gera uma discussão com posicionamentos mais fortes, mas que fazem parte de um processo de construção coletiva. O ordenamento é um dos pontos que tem sido bem destacado, assim como a área de pesquisa, desenvolvimento e tecnologia, linhas de crédito e promoção comercial. O setor tem se mostrado bem conciso e coerente nas propostas apresentadas. Está sendo formado um documento propositivo, o que o setor deseja que o ministério venha a executar.Â
 CP: Depois de aprovado, como esse documento será colocado em prática?
 Isso aqui vai construir o momento seguinte: a institucionalização do novo Programa Nacional de Desenvolvimento da Pesca Amadora. O programa vai conter uma série de ações que nós vamos desenvolver. Nós estamos trabalhando numa proposta de ação setorial dentro do Ministério do Planejamento, com programas e ações no plano plurianual do governo federal. E é muito provável que em 2011 nós tenhamos uma ação especÃfica pra pesca amadora dentro do plano plurianual, onde se tem o orçamento do governo federal.
por Igor Miguel Pereira
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