| 15/09/2010 | ||
| por Odeir R. de Souza | ||
| Em busca da pescada gigante - Parte 2 |
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Estruturas de pesca As pescadas podem ser encontradas em várias estruturas de pesca, mas as mais promissoras são fundos de cascalho, lages, parceis e naufrágios dentro de rios de água salobra, baÃas e em áreas costeiras. Como são peixes de passagem, deve ancorar no local escolhido e aguardar com paciência o peixe passar. No caso de parceis, o ideal é ancorar o barco com uma âncora garateia na parte mais alta da estrutura e posicioná-lo até o inÃcio da caÃda da pedra, são nesses locais que as pescadas costumam passar. Cuidado! Os parceis são os locais onde mais se perdem as âncoras, ora por ficar presa entre as pedras ora por ralar a corda nas pedras. Uma boa dica é usar um pedaço de corrente e uma corda mais fina com uma bóia na parte trazeira da âncora. Salinidade Em época de muita chuva nas cabeceiras dos rios que deságuam nas baÃas, a água fica mais doce e as pescadas, principalmente a amarela e a galheteira tendem a nadar para áreas próximas da barra e de áreas costeiras. Porém em época de pouca chuva adentram os rios subindo grandes distâncias. Nos rios elas costumam frequentar as partes mais fundas com estruturas. Melhores luas e marés As melhores luas para a pescaria de pescadas são as quarto minguante e de quarto crescente e nos últimos dias das luas cheia e nova. Nesses perÃodos, a variação da maré é mais lenta, ou seja, tem menos correnteza e a água fica mais limpa. Nesses dias dá para pescar num maior perÃodo de tempo nos poços fundos e no meio do canal, tendo a chance de capturar mais e maiores pescadas. Quanto à maré, cada pesqueiro tem sua caracterÃstica particular, podendo render melhores resultados na maré de enchente ou de vazante. Cada pescador deve ter a sua relação de pesqueiros para saber qual é a melhor hora para mudar de local. Uma dica importante na hora de relacionar os pesqueiros conforme a maré é prestar muita atenção na estrutura do fundo. Exemplo: Pesqueiros com fundo de cascalho, lage e naufrágios são bons nas duas marés é só posicionar o barco no local da estrutura conforme a maré vira. Parceis é importante verificar o topo da pedra e o lado com maior caÃda, ou seja, se a caÃda fica para o lado do mar aberto ele é melhor de vazante, agora se a parte mais funda esta para lado do interior da baÃa ele é melhor de enchente. Situações adversas Nas situações adversas quando a maré esta muito forte e não dá para pescar nos melhores pesqueiros, procure as reversas de pedras e ilhas ou pesqueiros rasos. Muitas vezes as pescadas também procuram se refugiar da força d'água nesses locais. Modalidades de pesca Basicamente a maioria das pescadas é capturada na modalidade de pesca embarcada ancorada e de rodada. Mas também elas são capturadas na pesca de isca artificial do robalo e da garoupa. Iscas naturais e artificiais As pescadas são predadoras exigentes, sempre optando por iscas vivas, como pequenos peixes e crustáceos. Suas principais iscas são: mossorongo (espécie de enguia mais comum no litoral sul paulista), corrupto, sardinha, caboclinho (pequeno peixe escuro que fica enterrado na lama do mangue, bastante usado no litoral paranaense) e camarão. As artificiais que obtêm mais sucesso são os shads com cabeça de chumbo e pequenos jumping jigs. Dicas: As iscas naturais mais usadas pelos pescadores são o camarão e a sardinha que são mais fáceis de serem encontradas. Na pesca ancorada uma maneira eficiente de montar o equipamento com isca de camarão é usar o rotor rabo de porco na linha principal, na linha do anzol usar 30 cm de fluorcarbono entre 0,50 a 0,55mm e um anzol 2/0, na parte que vai o chumbo usar 40 cm linha mais frágil que a linha principal. O camarão pode ser iscado pela cabeça (abaixo do ferrão e na frente cérebro - manchinha preta) ou no último elo, perto da nadadeira caudal. É importante também cortar os barbilhões do camarão, para eles não enrolarem na linha, atrapalhando o nado do camarão.  Com esse sistema o camarão nada mais livremente, não entoca em buracos e quando o chumbo enrosca só perde o mesmo com um pedaço de nylon. Para pescar com sardinha viva usa o mesmo sistema do camarão vivo, porém a linha fluocarbono da isca deve ser de 50 a 60cm e o nylon do chumbo 30cm, pois a sardinha sempre vai nadar para cima e dificilmente entocará. Na pesca de rodada, uma boa dica é usar chumbo oliva solto na linha principal com um girador na ponta. Na parte do anzol usar linha fluocarbono de 1 metro. Quando for rodar em locais sem enrosco o chumbo pode vir arrastando no fundo, quando há enrosco levantar o chumbo uns 30 cm no fundo. Artificiais Dificilmente a pessoa vai pescar pescadas com iscas artificiais, geralmente ela entre "acidentalmente" quando se esta pescando outros peixes. Na pesca do robalo em rios e baÃas com pequenos shads com cabeça de chumbo e também com pequenos jumping jigs a pescada também é atraÃda por essas iscas. Na pesca da garoupa com grandes shads também acontece de aparecer as gigantes pescadas amarelas. Épocas As pescadas frequentam as baÃas e áreas costeiras o ano todo, porém no verão, elas estão mais ativas, principalmente na região Sul. Segundo os pescadores mais experientes, a chegada das pescadonas está associada também com a entrada e procriação do camarão-branco. Elas entram na baÃa na primavera e ficam até o outono e depois migram para alto mar. Materiais de pesca Para a pescaria de pescada pode ser usado conjunto de vara e carretilha e/ou molinete de 17 a 25 libras com linha equivalente. Anzóis de robalo 2/0, particularmente uso os anzóis Gamakatsu Shiner S.E. 2/0 e o Owner Cutting Point modelo 11576 tamanho 3/0 que em minha opinião são os melhores e mais resistentes. Agora que já tem uma boa base sobre a pescada prepare sua tralha e boa pescaria.
Odeir R. de Souza  Em busca da pescada gigante - Parte 1 Em busca da pescada gigante - Parte 2  Â
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