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Caravana da Pesca

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01/07/2010
por Odeir R. de Souza   
Em busca da pescada gigante-Parte1 Imprimir E-mail
Pescada Gigante

A pescada, juntamente com o robalo, é um dos peixes mais procurados por pescadores esportivos de áreas estuarinas, bocas de barras e rios de água salobra de todo o litoral brasileiro. Nesta mini-serie sobre o peixe vamos procurar acrescentar o máximo de informações para se ter sucesso na pescaria, claro que cada pescador tem a sua forma de pescar a espécie na sua região e jamais queremos ser o dono da verdade, apenas vamos citar a nossa experiência em quase 20 anos pescando e aprendendo dicas importantes com pescadores nativos do litoral paranaense e norte catarinense.

Se você já usa uma técnica de pesca que lhe tem garantido sucesso na captura de pescadas, parabéns! Pois em cada região de baía do imenso Brasil tem as suas peculariedades com diferentes profundidades, força e variação da maré, estruturas do fundo, tipos de peixes forrageiros e crustáceos (comida), temperatura e salinidade da água, entre outros fatores, conhecer todos esses detalhes é primordial no sucesso da pescaria. Por causa desses fatores, uma modalidade de pesca pode dar ótimo resultado no Sul e ser péssima no Norte. Mas todo o conhecimento adicional só trás vantagens para o pescador, que poderá experimentar e mesclar as técnicas de pesca.

No Brasil, existem várias espécies de pescadas, mas vamos nos concentrar nas quatro espécies mais procuradas no Sudeste e Sul do País: a pescada-amarela, a pescada-galheteira, a pescada-branca e a pescada-goete. Vamos falar sobre as estruturas de pesca, salinidade, melhores luas e marés, materiais de pesca, iscas artificiais e naturais, situações adversas, modalidades de pesca e épocas.

Por ser um peixe de carne saborosa e de grande valor comercial, os pescadores profissionais têm concentrado muito as suas redes e espinhéis atrás das pescadas, o que cada vez torna mais difícil e desafiador capturar grandes espécimes, principalmente perto das regiões populosas. Mas é uma pescaria muito animada, que exige certa técnica do pescador, conhecimento do local e também sorte para encontrar bons peixes.

Breve descrição dos peixes:

Das quatro pescadas citadas todas são encontradas áreas estuarinas, bocas de barras e águas litorâneas próximo da costa, exceto a pescada-goete que vive em regiões de alto mar com fundo de cascalho, areia e ao redor de naufrágios e parceis com profundidade de até 100 metros. A goete também é a menos exigente das pescadas, quando são encontrado seus cardumes, elas atacam vorazmente tudo que cai no fundo como pedaços de sardinha, camarão, lula, fílé de bonito e iscas artificiais como jumping jig e pequenos shads com cabeça de jig. É um peixe muito frágil. Quando ela é capturada a partir dos 20 metros de profundidade já chega na superfície com o estômago saindo pela boca por causa pressão e da sua força na tentativa de escapar do anzol. Por esse motivo, o pesque e solte da espécie é muito difícil de ser praticado. A goete é a menor das pescadas relatadas no texto, ela pode chegar a 40 cm de comprimento e pesar 1 kg, mas o tamanho médio de captura são espécimes  de 400 a 500 gramas de peso.

Pescada Branca

A pescada-branca pode chegar a 65 cm de tamanho e pesar até 6,5 kg, costuma frequentar os fundos de areia, cascalho e lama das entradas de baías e bocas de barras, mas também pode ser encontradas em mar aberto, desde as águas litorâneas até 50 metros de profundidade. Alimentam-se principalmente de peixes e crustáceos. Na pescaria, ela ataca bem as iscas de sardinhas e camarões vivos e pequenos jig e shads com cabeça de chumbo. No Brasil, ocorrem do Norte, onde são mais abundantes, ao Sudeste e parte do Sul.

Mais comumente encontrada nas áreas estuarinas e bocas de barras do Sul e Sudeste, a pescada-galheteira pode chegar a 50 cm de tamanho e pesar 3 kg. São encontradas em pequenos a grandes cardumes nadando próximo ao fundo e alimentam-se principalmente de pequenos peixes e camarões.

A pescada-amarela ocorre por todo o Brasil é a maior das pescadas, podendo ultrapassar 1 metro de tamanho e os 25 kg de peso. Costuma frequentar as águas rasas com fundos de areia, cascalho, lama e ao redor de naufrágios e parceis das entradas de baías, bocas de barras e costeiras. Também costumam entrar nas águas salobras dos estuários, lagoas estuarinas e desembocadura dos rios, chegando até a parte de água doce. Os espécimes juvenis têm maior preferência por águas salobras dos rios. Alimentam-se preferencialmente pode peixes e crustáceos.

Além de iscas de sardinha e camarão vivo, as pescadas-amarelas entram bem nas artificiais, como jumping jig e shads com cabeça de jig. Na pesca do robalo com artificiais de fundo (jumping jig e shads com cabeça de jig) sempre aparece algumas pescadinhas-amarelas. Também é comum capturar grandes exemplares quando se esta pescando as garoupas com os "big" shads em baías e bocas de barra.

Na primavera, os grandes espécimes adentram as áreas estuarinas para procriação e alimentação, permanecendo nessa região até o outono. Claro que nem todos os peixes vão embora, sempre ficam alguns troféus para fazer a alegria dos pescadores durante o ano todo. Segundo os pescadores nativos, a chegada das pescadonas está associada também com a entrada e procriação do camarão-branco. No outono, os filhotes de camarão-branco já estão adultos e migram para alto mar.


Por Odeir R. de Souza


Em busca da pescada gigante

Estruturas de pesca

Salinidade

Melhores luas e marés

Materiais de pesca

Iscas artificiais e naturais

Situações adversas

Modalidades de pesca

Épocas.

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