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A pescaria de costão é muito empolgante com a possibilidade de captura de grande variedade de espécies de peixes, porém requer muitos cuidados em relação à segurança, às condições metereológicas e conhecimentos sobre equipamentos, iscas, peixes desejados e locais de pesca.
Os costões preservados reúnem grande variedade de vida marinha tanto nas areias e pedras da superfÃcie como em baixo d'água, como vermes, algas e outros microorganismos que atraem crustáceos (caranguejos, siris, camarões, corruptos, tatuÃs, baratinhas-de-praia, cracas), moluscos (caramujos, lesmas, mexilhões, vieiras, polvos, ostras) e peixes pequenos e grandes, formando um completo cÃrculo alimentar. Com as constantes batidas de ondas nas rochas e o sobe e desce das marés, grande variedade de peixes visita ou habita os costões em busca de comida farta.
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Nos locais com grande concentração de pedras no fundo são comuns encontrarmos garoupas, badejos, marimbás, caranhas, sargos, salemas, sernambiquaras, marias-da-toca, piranjicas, moréias, enxadas, jaguareças, bodiões, sargentos, entre outros. Já próximos de rochas isoladas com fundo de cascalho ou areia podem ser fisgados pampos, betaras, robalos, pescadas, corvinas, miraguaias, paratis-barbudo e outros. Cardumes de anchovas, xaréus, xareletes e espadas também costumam frequentar os costões.
Sempre que for pescar em costões, além do equipamento de pesca, alimentos e água, leve kit de primeiro socorro, calçado com solado antiderapante, protetor solar e colete salva-vidas. Também não se esqueça de consultar a meteorologia sobre temperatura, altura das ondas e velocidade dos ventos, principalmente se for pescar em ilhas afastadas da costa. O embarque e desembarque de barcos nas ilhas com costões geralmente são feitas em pequenas praias ou ao lado de pedras, com o mar agitado a dificuldade aumenta, podendo causar acidentes.
A pescaria em costão requer alguns cuidados e boa resistência fÃsica, pois os melhores pesqueiros normalmente são os mais distantes e com as maiores dificuldades. O pescador tem que levar uma mochila pesada com alimentos e apetrechos de pesca, além das varas de pesca, o que complica ainda mais a sua locomoção entre as pedras. Um salto errado entre as perigosas pedras pode resultar em graves acidentes, podendo levar à morte. Na hora da pescaria, o perigo continua ao lado do pescador, que são as ondas do mar, os limos e as cracas nas pedras. Qualquer distração, o tombo e o ferimento são certos.
Equipamento:
A formação do conjunto para pescar no costão vai depender da profundidade, arrebentação, força da corrente da maré, formação do solo, vento e peixes idealizados. Uma coisa é certa! Não pode querer economizar em chumbos, anzóis, lÃderes e linha, pois a probabilidade de perdas é muito grande. Além de boa parte dos peixes, quando fisgados, procurarem tocas e fendas na grande barreira de pedras para se refugiarem, há ainda a favor do peixe as fortes ondas e o paredão da rocha até chegar ao pescador.
O ideal é o pescador levar para o costão no mÃnimo dois conjuntos de pesca. Um  com vara de 3 a 4 metros, pesada (20 - 30 libras), casting de 100 a 150 gramas e ação rápida, montada com molinete ou carretilha reforçada de tamanho médio com pelo menos 100 metros de linha monofilameto ou multifilamento de resistência equivalente à vara. Um lÃder fluocarbono 0,60 mm com 6 metros de comprimento diminui a perda de linha nas pedras. O outro conjunto pode ser uma vara de 3 a 4 metros, extra-pesada (30 - 50 libras), casting de 100 a 200 gramas e ação rápida ou extra-rápida, montada com molinete ou carretilha reforçada de tamanho grande com pelo menos 100 metros de linha monofilameto ou multifilamento de resistência equivalente à vara atada a um lÃder fluocarbono 0,90 mm com 6 metros de comprimento.
O equipamento pesado pode ser usado com anzol 1/0 ou 2/0 com iscas pequenas à procura de peixes até 5 kg, ou seja, maior atividade de ações. O chumbo oliva solto na linha aumenta consideravelmente a sensibilidade na hora da batida do peixe. Mas se o fundo for de cascalho pode usar um girador triplo com 40 cm de linha 0,55 mm para o anzol e 60 cm de linha 0,40 mm atar num chumbo tipo gota. No caso de fundo de areia, use o mesmo sistema mudando apenas o chumbo por pirâmide. A linha mais frágil no chumbo serve para não perder o peixe se por acaso a chumbada enroscar numa pedra.
A vara extra-pesada pode ser usada com anzol 5/0 ou 6/0 com iscas grandes à procura de peixes grandes. O conjunto pode ficar no secretário, montado com chumbo oliva solto na linha esperando a batida de um bom troféu. No caso se o alvo for garoupas e badejos, deve-se ficar com a vara na mão para não deixar o peixe entocar na hora da fisgada.
Iscas:
Para pescar nos costões algumas iscas artificiais dão bons resultados, porém as naturais, principalmente as encontradas no habitat do peixe são infinitamente melhores. Quando há cardumes de anchovas, xaréus, xareletes e espadas frequentando o costão, os jumping jigs e iscas de meia água trabalhados de forma rápida rendem boas brigas. Na parada na maré, camarões artificiais com cabeça de jig e pequenos shad's trabalhados com toques de ponta de vara podem fisgar sargos, pampos, robalos e corvinas.
As iscas naturais comumente usadas nos costões são: camarão vivo e morto, caranguejo, siri, corrupto, polvo, lula, sardinha, parati, bonito, tatuÃra, baratinha-de-praia, minhoca-de-praia e mexilhão. Boa parte dos peixes de pedras possuem forte dentição para quebrar a carapaça e a casca de mexilhões.
Segue alguns tipos de peixes e as iscas que mais dão resultados:
Sargo e salema: camarão vivo e morto, caranguejo (pequeno inteiro ou partes do corpo semi-triturado), tatuÃra, corrupto, baratinha-de-praia, minhoca-de-praia e mexilhão (semi-triturado).
Marimbas e piranjicas: camarão vivo e morto, tatuÃra, caranguejo (pequeno inteiro), corrupto, baratinha-de-praia, minhoca-de-praia e mexilhão (semi-triturado), lula.
Sernambiquara: camarão vivo, caranguejo (pequeno inteiro ou partes do corpo semi-triturado), tatuÃra, corrupto e mexilhão (semi-triturado).
Badejos-mira: camarão vivo, corrupto e lula.
Jaguareças: camarão vivo e morto, corrupto, minhoca-de-praia e lula.
Pampos: camarão vivo e morto, corrupto, tatuÃra, minhoca-de-praia e lula.
Miraguaias: camarão vivo, caranguejo, siri (ovado), corrupto e tatuÃra.
Espadas: lula, sardinha, parati (filé), bonito (filé).
Anchovas: Polvo (tiras), lula, sardinha, parati (filé), bonito (filé).
Garoupas: camarão vivo, caranguejo (pequeno), corrupto, polvo, lula, sardinha, parati, bonito (filé).
Robalos: camarão vivo, corrupto e minhoca-de-praia.
Corvinas: camarão vivo e morto, corrupto, polvo (tiras), lula, sardinha (pedaços), parati (tiras de filé), bonito (tiras de filé) e minhoca-de-praia.
Como capturar sua própria isca
Caranguejo: A espécie guaiá é a que proporciona os melhores resultados na pescaria. A sua captura é feita na própria ilha de costão na maré seca. Ele vive entre os vãos de pedras próximas à água. Manualmente é muito difÃcil sua captura, os pescadores usam uma espécie de arpãozinho para retirá-lo das fendas.
Siri: O pequeno siri-fantasma de areia de praia é capturado com o passaguá e à noite com a ajuda da lanterna. Já o siri do mar é capturado com o puçá e isca. O siri ovado é uma das melhores iscas para as grandes miraguaias.
Baratinha-de-praia: É capturada entre as pedras do costão com uma espécie de redinha de caçar borboleta. O ideal é deixar um pouco de isca (pedacinhos de camarão e sardinha) na rocha para atraÃ-la.
Corrupto: Vive em galerias cavadas nas areias finas das praias rasas. A sua captura é realizada com uma bomba de sucção, principalmente na maré seca. Os corruptos são localizados na parte úmida da praia, onde aparecem pequenos buracos de onde saem pequenos esguichos de água e areia nas descidas das ondas.
TatuÃra: Habita praias de tombo com areias grossas. A sua localização é feita no momento em que a onda do mar esta voltando. A pessoa ao avistá-la, tem que agir rapidamente cavando com as mãos no local em que ela afundou na areia. É bom continuar cavando na redondeza que sempre encontra mais de uma tatuÃra.
Minhoca de praia: Vive em praias rasas e de areias firmes. São encontradas na maré seca na faixa de areia próximo à água. Sua captura é feita com atrativo, ou seja, isca de sardinha ou outro peixe que exala bem o cheiro. Ao passar o peixe perto de sua galeria, ela saÃra alguns centÃmetros da toca para comer o peixe. Nessa hora, com os dedos em forma de pinça segure-a e puxe-a devagar. Ela pode ultrapassar um metro de tamanho.
Camarão: É capturado pelos ribeirinhos arrastando a tarrafa tipo gerival.
As outras iscas mortas são encontradas em boas peixarias.
Boas pescarias.
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